Qual é o momento exato em que se começa a gostar de alguém?
E qual o momento exato em que conseguimos finalmente deixar de pensar nesta pessoa quando o amor é platônico?
Sinceramente, não tenho certeza, a minha única certeza é que, mesmo não merecendo, mesmo não sendo recíproco, mesmo que sejas frio e distante, meus pensamentos ainda te pertencem.
Queria que não fosse assim, que eu pudesse mandar no meu coração, que a distância entre nós me fizesse te esquecer, ou pelo menos se transformar verdadeiramente em uma amizade pura e sincera.
E não é que não seja, mas é que meu coração quer mais, e eu preciso ensiná-lo a não querer.
Desde o início te admirei, te busquei, e, propositalmente, me inseri na tua vida, mesmo sabendo que não devia, mesmo traindo meu propósito de não entregar meu coração a ninguém até que o Senhor o traga até mim.
E às vezes, quando enfim tenho oportunidade de te encontrar, queria falar tantas coisas, te levar a tantos lugares, te pegar pela mão e te ver sorrir, e eu posso ate parecer descontraída, mas no fundo eu apenas travo quando te vejo, o que eu quero dizer não sai, e tento disfarçar pra você não perceber meu nervosismo.
Posso falar abertamente com tantas pessoas, mas com você, há limites de assuntos que eu consigo iniciar, um pouco por meu perfil geek antissocial, um pouco por respeito para que você se sinta à vontade falando sobre o que quiser, e, mesmo travando, estar perto de você apenas mais uma vez, quando ficamos tanto tempo sem nos ver, já me basta.
E não, não é hipocrisia, talvez seja um pouco de falta de amor próprio, ou apenas a adolescente que habita em mim.
E tua neutralidade me fazem dar passos para sua direção, eu sei que não é culpa tua, afinal eu me apaixonei sozinha, por alguém a quem tive um vislumbre de seu futuro e ao mesmo tempo sinto como se nos conhecêssemos desde a infância.
Você não briga comigo mesmo quando, entre meus devaneios, te escrevo tolices parecendo adolescente (com cara de adulta).
Sei que já te escrevi tantas coisas, admito, por escrito saem mais palavras do que faladas... até me atrevo a te chamar de meu muso, e ter ciúmes de ti, como uma amiga egoísta que, mesmo querendo te ver feliz, não consigo ver ou imaginar sendo com outra pessoa.
Então até escrevendo, entre pequenos lapsos de insanidade romântica temporária, eu me esquivo, pois, sabendo que estou errada, tento mudar meus sentimentos confessando-os do avesso, me convencendo de que esta é a verdade, quando no fundo é só metade.
Minha amizade não é mentira, minha admiração e respeito também não, mas quando digo que te tenho apenas como irmão, eis a mentira, dita não como falsidade, mas como esperança de que se torne verdade.
Tenho lutado, tenho orado, mas confesso que, de tudo o que pedi ao Senhor em relação ao meu amado, em você só me falta o recíproco, e sem esse nada pode dar certo entre dois.
Mas tenho fé, de um dia ainda encontrarei aquele que ME busca, e ele me encontrará e fará com que eu me sinta amada e a mais especial dentre todas, assim como és pro meu coração hoje, eu serei pra ele, e então se cumprirá a vontade do Senhor,
Porque, afinal, não depende de mim
Posto que a Ele entreguei minha vida, meu ser, meu tudo
E que a vontade dEle prevaleça sobre a minha, que minha carne seja vencida, mesmo que eu precise travar esta luta por mais tempo, que os céus me mostrem meu verdadeiro amor
Aquele que não vai me desprezar ou se esquivar da minha presença, que o muso escolhido pra mim pelo Pai apareça logo, e que eu pare de me confundir com o que não me pertence.
Nenhum comentário:
Postar um comentário